Àiyrá
O Amigo de Òsàálá

Ednon Ti Aiyrá – ÒJÚ-ÒBÁ da casa de Babá Valério Ti Lògún-Òdé
ÌLÉ ÀSÉ ÀLÁKÈTÚ ÒMÍN LÒGÚN-ÒDÉ
*Florianopolis- Santa Catarina
0xx48 8417-8560
Ayrà ou Xangô Airá, (como é cultuado em candomblés no Brasil) normalmente confundido com Songô, na verdade é um orixá próprio, que pertence à família de Songô em Oyó, Nigéria. Este orixá veste-se de branco, tem profundas ligações com Osalá, e é o grande homenageado durante a festa do fogo (Isire Ina Aiyra) que, no Brasil, comemora-se em 29 de junho.
Aiyrá não usa coroa, mas um eketé branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, e sim com banha de ori africana. Come quiabos, assim como Xangô e toda a sua família.
Segundo os mitos, Osalá permaneceu injustamente preso durante sete anos no reino de seu filho, Songô, sem que este soubesse do fato. Grandes calamidades ocorreram em todo o reino devido a essa injustiça e quando Songô finalmente descobriu o que havia acontecido com o próprio pai, resgatou-o da prisão e ordenou que fossem organizadas grandes festas em todo o reino, em sua homenagem. A festividade conhecida hoje como Águas de Osalá remonta a esse acontecimento.
No entanto, Osalá estava muito alquebrado, ferido e entristecido. Apesar de toda a atenção que recebeu, a única coisa que desejava era retornar ao seu próprio reino, em Ifé, onde Iyemonjá, sua esposa, o aguardava. Songô não podia acompanhá-lo pois precisava colocar em ordem o próprio reino e pediu a Airá que fizesse isso em seu lugar.
Foi assim que Aiyrá tornou-se o companheiro de Osalá, pois a viagem foi muito longa já que Osalá andava muito devagar (conta-se também que Aiyrá carregava Osalá nas costas) pelo fato de ainda estar se recuperando dos ferimentos que adquirira durante os sete anos de prisão.
Durante o dia, eles caminhavam. À noite, Osalá sentia frio e precisava descansar. Para aquecê-lo e distraí-lo dos próprios pensamentos, Airá mandava que acendessem uma grande fogueira no acampamento. Oxalá observava o fogo e Airá passava longas horas contando-lhe histórias do povo de Oyó.
Desse modo, tornou-se tradição acender a fogueira no dia 29 de junho de cada ano (no Brasil), em homenagem a Aiyrá e à viagem que fez em companhia de Osalá.
Ednon Ti Aiyrá – ÒJÚ-ÒBÁ da casa de Babá Valério Ti Lògún-Òdé
ÌLÉ ÀSÉ ÀLÁKÈTÚ ÒMÍN LÒGÚN-ÒDÉ
*Florianopolis- Santa Catarina
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DADOS PESSOAIS SOBRE O ORIXÁ
Nome: Aiyrá
Dia da semana: Quartas e Sexta-Feira
Cor: Branco
Folhas: Ewe Digi, Odundun, Aluman, Baba ewe, Camboatá
Flores: lírios, rosas brancas, palmas, todas as flores miudinhas brancas.
Símbolo: Sere Branco e Osé
Oferenda: as mesmas de Osalá e Songó sem a adição de epô
Saudação: Kabiecilê Obá
Mineral: Prata
Toque: Todos os toques de Songô e Osalá
Elemento: Ar