Yobá
A Governadora
Patrícia ti Yobá – Iyawó da casa de Babá Valério Ti Logun-Edé
ILÉ ASÉ ALAKETÚ OMIN LOGUN-EDÉ
*Florianopolis- Santa Catarina
0xx48 8417-8560
Yobá, Orixá africano do Rio Obá ou rio Níger, terceira esposa de Songô. Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo, Arco e flecha (Ofá). Yobá é a senhora da sociedade elekoo, porém no Brasil esta sociedade passou a cultuar egungun. Deste modo, Yoba é a senhora da sociedade lesse-orixa. Yobá representa as águas revoltas dos rios. As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas são considerados domínios de Yobá. Ela representa também o aspecto masculino das mulheres (fisicamente) e a transformação dos alimentos de crus em cozidos. Orixá, embora feminina, energética, temida, e forte, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta, Osalá, Songô, Ogun e Orunmilá.
Yobá é irmã de Oiyá-Iansã, foi esposa de Ogun e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Songô. Bastante conhecida pelo fato de ter seguido um conselho de Osun e decepado a própria orelha para preparar um ensopado para o marido na esperança de que isto iria fazê-lo mais apaixonado por ela. Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são uma espada e um escudo.
Por sua envergadura física e força, tornou-se uma guerreira, a única mulher capaz de desafiar Ogun para uma luta, e por ser Yobá extremamente forte e destemida, Ogun se viu obrigado a usar de um truque contra ela, espalhando quiabo amassado no chão, e atraindo Yobá para aquele canto, onde a guerreira escorregou e não apenas perdeu a luta como foi possuída à força por Ogun, que se tornou seu inimigo.
Como esposa de Songô, sempre se sentindo menos desejada por seu amado que Osun e Oiyá-Iansã, Yobá se esmerava em agradá-lo com seus pratos cada vez mais aprimorados. Mas Osun era sempre a preferida de Songô.
Um dia Yobá não se conteve e perguntou a Osun qual o segredo de sua sedução. Osun, que vivia com a cabeça enrolada em turbantes maravilhosos, disse que havia cortado a própria orelha esquerda e colocado no amalá (uma comida à base de quiabo) de Songô que, ao comê-lo, por ela se perdera de paixão para sempre.
Yobá então cortou a própria orelha e a colocou no amalá. Ao ver Yobá com um ferimento no lugar da orelha Songô quis saber o que houvera e Yobá contou.
Neste momento Osun tirou seu turbante e, mostrando as duas orelhas intactas a Yobá, desatou a rir. Songô, zangado com a insensatez de Yobá e enojado por ver sua orelha na comida, expulsou-a de seu palácio e Yobá tanto chorou e teve raiva que se transformou num rio revoltoso. Na África, no lugar onde se encontram os rios Yobá e Osun o estouro das águas é extremamente violento.
Patrícia ti Yobá – Iyawó da casa de Babá Valério Ti Logun-Edé
ILÉ ASÉ ALAKETÚ OMIN LOGUN-EDÉ
*Florianopolis- Santa Catarina
0xx48 8417-8560
DADOS PESSOAIS SOBRE O ORIXÁ
Nome: Yobá
Filiação: Osalá e Iyemonjá
Dia da semana: Quarta-Feira
Data: 25 de novembro
Cor: Vermelho e Marrom
Folhas: Candeia, negamina, folha de amendoeira, ipoméia, mangueira, manjericão
Flores: Rosas Vermelhas
Frutas: Todas as vermelhas.
Símbolo: o ofá (arco e flecha), Ofanji ( espada ) e Escudo
Domínio: Aguas Revoltadas
Oferenda: Abarás e Acarajés
Sincretismo: Santa Catarina
Saudação: Yobá Xire
Mineral: cobre
Toque: Ilú
Elemento: agua revoltadas